A importância da avaliação dos níveis máximos de pressão sonora nas fachadas

01/10/2019

Barulho-Trânsito

 

A importância da avaliação dos níveis máximos de pressão sonora nas fachadas.

 

É fácil perceber que ruídos podem atrapalhar uma boa noite de sono, para prevenir essa situação os projetos acústicos Giner dão uma especial atenção ao isolamento acústico de fachadas. Como ferramenta essencial, os mapas de ruído são utilizados para prever o nível de pressão sonora que chega sobre a fachada a partir de inúmeras fontes sonoras presentes na vizinhança de um empreendimento.

 

Usualmente esses mapas de ruídos são realizados a partir de medições de nível de pressão sonora equivalente, ou seja, uma média de energia sonora em um período. Para fontes de ruído contínuas, por exemplo uma avenida com fluxo constante de veículos, esse parâmetro é um ótimo indicador, pois têm características constantes e não variam em grandes amplitudes.

 

Porém, para fontes sonoras com outras particularidades nem sempre esse parâmetro é suficiente. Fontes que apresentam períodos de silêncio ou eventos isolados devem ter uma atenção especial. Sistemas de transporte aeroviário e ferroviário apresentam passagens de veículos em que altos valores de pressão sonora estão presentes e um determinado tempo em que não há influência da fonte sonora sobre o receptor. Nesses casos o nível de pressão sonora equivalente avaliará o conjunto como um todo, apresentando a média energética das passagens e dos períodos de silêncio. Essa avaliação é essencial para o conforto do morador, porém, não garante necessariamente que não haverá um incomodo durante a passagem do veículo.

 

Para esses casos, além da média no tempo, é necessário ter ciência de um valor máximo de nível de pressão sonora admitido que não trará desconforto ao habitante. O AVO Guide (1) aborda sobre a importância da avaliação de níveis máximos de pressão sonora para projetos de fachada.

 

Variações bruscas de nível de pressão sonora estão fortemente ligadas a incomodidade do sono e a despertares induzidos por ruído. Caso essas situações sejam frequentes durante a noite pode-se observar aumento de sonolência diurna, redução na concentração, atenção ou memória, disfunção dos vasos sanguíneos entre outros sintomas (2). Basner et al (3) aborda que em média 24 despertares espontâneos durante a noite são esperados, porém indica que se deve ter menos do que um despertar induzido pelo ruído por noite. Segundo o WHO Guidelines for Community Noise, 1999 (4) distúrbios no sono são percebidos a partir de um valor de LAmax de 45 dB (ou menos para pessoas sensíveis), portanto, eventos sonoros com níveis máximos acima de 45 dB devem ser prevenidos. A norma inglesa BS 8233:1999 (5) reforça esse valor ao propor que ruídos não ultrapassem, frequentemente, o valor de 45 dB LAFmax para um padrão razoável de quartos à noite.

 

É importante, portanto, a avaliação quanto ao nível máximo de pressão sonora a fim de prevenir algum malefício ao morador. Atualmente, no Brasil há a preocupação quanto aos níveis máximos de pressão sonora quando a fonte sonora é parte integrante da edificação, a ABNT NBR 10152:2017 apresenta limites para esses casos. Porém, não há diretrizes brasileiras para os níveis de pressão sonora máximos externos a edificação.

 

A Giner está atenta a essas avaliações e sempre em busca dos melhores parâmetros de projetos para ofertar o conforto aos moradores.

 

 

  • Paxton, N. Conlan, J. Harvie-Clark, A. Chilton, D Trew. Assessing Lmax for residential developments: The AVO guide approach. 2019.
  • Basner, S. McGuire. WHO Environmental Noise Guidelines for the European Region: A Systematic Review on Environmental Noise and Effects on Sleep. International Journal of Environmental Research and Publich Health, 519 (15), 2018.
  • Basner, A. Samuel, U. Isermann, Aircraft noise effects on sleep: Application of the results of a large polysomnographic field study. Journal of Acoustics Society 119 (5), 2006.
  • World Health Organization. Guidelines for Community Noise, Stockholm, 1999.
  • British Standards Institute, BS 8233:1999. Sound insulation and noise reduction for buildings – Code of practice. London, 1999.
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